segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Servidores estaduais acumulam perdas salariais de até 128%

Cerca de 70 mil servidores estaduais estão contando perdas salariais nos últimos anos. O caso mais grave é o dos 33 mil funcionários da Secretaria de Saúde, que estão sem reajuste desde 2007. Nos últimos três anos, as funções da área de enfermagem — enfermeiros, técnicos e auxiliares — acumulam um prejuízo de 128%, segundo o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), Pedro de Jesus.

— Na comparação entre as três esferas de governo, a estadual é a que paga menos. A Saúde é a categoria mais crucificada — afirmou ele.

O auxiliar de enfermagem Sirlei Pereira de Souza, de 41 anos, sente na pele essa diferença. Ele trabalha no estado, onde ganha R$ 700, e na Prefeitura do Rio, com salário de R$ 1.200:

— Se eu tivesse que escolher, deixaria o estado sem pensar duas vezes.

A situação dos médicos não é diferente. O estado paga cerca de R$ 1.500 a esses profissionais, contra R$ 1.800 da Prefeitura do Rio. Mas a Federação Nacional dos Médicos reivindica um piso nacional de R$ 9.188. A diferença entre o real pago pelo estado e o ideal chega a 512%.

A principal reivindicação dos servidores da Saúde estadual é a implantação de um plano de cargos e salários aprovado em 2002, mas que nunca foi pago na prática.

— Quando ainda era candidato, o governador Sérgio Cabral prometeu implantar o plano, mas não cumpriu — disse o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze.

Falta plano de cargos e carreiras

A reclamação dos servidores da Saúde sobre o plano de cargos e salários é semelhante à do pessoal da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-Rio). No ano passado, o governo havia prometido reformular a estrutura de carreiras do órgão, o que até agora não aconteceu. O resultado é que as perdas salariais chegam a 65% nos últimos cinco anos.

— Há um ano, 165 servidores foram contratados por concurso e mais de metade deles já foi embora. O corpo técnico está desestimulado — lamentou José do Carmo, presidente da Associação de Funcionários da Emater-Rio (Aferj).

Até quem recebeu algum reajuste este ano está insatisfeito. É o caso do pessoal do Proderj, órgão que roda a folha de pagamento de todo o funcionalismo. A Associação dos Funcionários do Proderj (Ascpderj) fez uma comparação entre os salários pagos pelo Rio e por empresas de processamentos de dados da Prefeitura do Rio (Iplan-Rio) e de outros nove estados. A diferença chegou a 79%.

— O aumento que recebemos este ano (22% parcelados em 12 meses, entre julho de 2010 e junho de 2011) não foi negociado com os servidores. Nossas perdas desde 2003 são de 33,5%, já descontados os reajustes — disse Marcos Villela, diretor da Ascpderj.

Sem negociações

As perspectivas não são as melhores para os servidores estaduais que querem repor suas perdas salariais. A Secretaria estadual de Planejamento informou ao EXTRA que, no momento, não há negociações em andamento com nenhuma categoria.

As perdas salariais na casa dos 35% nos últimos cinco anos tornaram a Companhia Estadual de Habitação (Cehab) uma opção de emprego pouco atraente, na avaliação do presidente da Associação Unificadora dos Empregados da Cehab, Valter de Gaudio:

— A empresa está agonizando, precisa de concurso público com urgência. Deveríamos receber os dissídios do setor privado, o que não acontece deste 2006.

EXTRA

domingo, 4 de setembro de 2011

COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS


Precisamos manter a pressão sobre os parlamentares e exigir que votem
contra o PL das OS's.
Convocamos todas e todos para o próximo ato:
dia: 06, terça-feira
horário: 13h
Local: escadaria da ALERJ

Até lá!


sábado, 3 de setembro de 2011

A MAIS NOVA EMPRESA DE SERVIÇOS DE GESTÃO HOSPITALAR

O empresário Artur César de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur é um homem que se move nas sombras e faz de tudo para escapar da Justiça. Muito amigo de Cabral, que quando vai aos Estados Unidos se hospeda na sua mansão cinematográfica, em Miami, o Rei Arthur armou mais uma jogada para faturar milhões.

No dia 13/04/2010 foi fundada a empresa VITA-SAÚDE SERVIÇOS DE GESTÃO HOSPITALAR LTDA, conforme registro da Junta Comercial que reproduzo em seguida. Ágoras pasmem, exatos 90 dias depois da empresa ser aberta recebeu por serviço que teriam sido prestados nesse pouco tempo de existência, mais de R$ 22 milhões, da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, comandada por Sergio Côrtes. Só em 2010, com 8 meses de existência, a VITA-SAÚDE, do Rei Arthur recebeu dos cofres do Estado quase R$ 51 milhões.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

Reparem a data de criação da empresa e 90 dias depois o primeiro pagamento por serviços prestados de R$ 22 milhões

Agora em 2011, a VITA-SAÚDE já embolsou, até o início de agosto, mais R$ 40 milhões como podem ver abaixo.

Em 2011, a VITA-SAÚDE já recebeu R$ 40 milhões

Mas até o fim do ano tem muito, mas muito mais para entrar no bolso do Rei Arthur. No dia 3 de janeiro deste ano foi assinado mais um termo aditivo, que vai render à VITA-SAÚDE só este ano mais R$ 95 milhões. E com certeza outros aditivos virão.


Aditivo de R$ 95 milhões publicado no Diário Oficial

É mais um escândalo. Mas a VITA-SAÚDE é apenas uma, a mais nova das empresas do Rei Arthur. Ainda hoje, aqui no blog, vou mostrar todas as empresas do Rei Arthur e uma estimativa dos bilhões, é isso mesmo, dos bilhões que já ganhou de Cabral e que agora também fatura com Eduardo Paes. Não percam porque vou revelar até uma artimanha que o amigo de Cabral usou para escapar de policiais que foram cumprir um mandado de busca e apreensão no seu escritório.

Abaixo segue a relação de todos os pagamentos efetuados em 2010 e 2011.


Relação de todos os pagamentos efetuados pelo Estado à VITA-SAÚDE

BLOG DO GAROTINHO

Servidores, Samu e bombeiros denunciam privatização da saúde na inauguração de UPA

Cerca de 80 pessoas — incluindo bombeiros, servidores civis do Samu e servidores das saúdes federal, estadual e municipal — protestaram na manhã dessa sexta-feira (2/09), durante inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) na rua Siqueira Campos, em Copacabana. Aproveitando-se da presença do governador Cabral Filho e do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os manifestantes denunciaram a privatização dos laboratórios e serviços de imagem das unidades federais situadas no Estado do Rio, a tentativa de entregar os hospitais do Estado a ‘organizações sociais’ e as próprias UPAs como ‘propaganda enganosa’.

Ao perceber a chegada dos servidores, o ministro Padilha deixou o local antes da cerimônia de inauguração. Cerca de uma hora depois, com a cerimônia já concluída, foi a vez do governador Cabral Filho sair, em carro fechado e escoltado por seguranças e policiais militares que agirem com violência contra os manifestantes. As saídas do ministro e do governador não impediram os servidores de divulgarem documento pedindo a retirada do PL 767/2011 (das organizações sociais); a aplicação da Emenda Constitucional 29; não à implementação de uma nova CPMF; PCCS, já; e concurso público, entre outros itens. “Para nós, o ato foi positivo porque conseguimos mostrar e denunciar à população o brutal ataque movido pelos governos federal, estadual e municipal do Rio contra a saúde pública e gratuita. Nos hospitais federais, esse ataque está começando pela privatização dos laboratórios, que Dilma (PT) quer implantar”, explicou o diretor do Sindsprev/RJ Julio César Tavares.

Questionando as políticas dos governos na saúde

“Fomos a Copacabana questionar a política de UPAs, que não resolvem o problema da saúde no Estado Rio de Janeiro, e mostrar ao governador Cabral Filho que hoje existe uma unidade entre os trabalhadores da saúde, da educação e bombeiros em defesa de seus direitos. Também não aceitamos a privatização dos laboratórios dos hospitais federais. Daqui pra frente estaremos presentes em todas as agendas de Cabral Filho e dos representantes do governo federal no Rio”, afirmou o também dirigente do Sindicato Sebastião José de Souza (o Tão).
A privatização dos laboratórios das unidades federais também foi debatida nesta sexta-feira pelos servidores do Hospital Cardoso Fontes, durante assembléia em que definiram um calendário de luta unificado. Leia em Servidores organizam mobilização unificada contra privatização de laboratórios de hospitais federais
No dia 14 de setembro, a partir das 10h, servidores da saúde nas três esferas e bombeiros farão ato em frente ao NERJ (Av. México 128, Centro). Em seguida, realizam assembléia conjunta na Regional Centro do Sindsprev/RJ, tendo por base a pauta de reivindicações protocolada em julho deste ano no Núcleo do Ministério da Saúde no Estado do Rio (NERJ): reposição salarial, incorporação de gratificações, concurso, paridade entre ativos e aposentados, repúdio à devolução dos hospitais federais ao município do Rio e não à privatização dos laboratórios. A Regional Centro fica na rua México, 90 – 9º andar, Centro.

FONTE: SINDSPREV-RJ

Bombeiros e servidores da saúde fazem protesto contra Cabral

Cabral tenta driblar bombeiros durante protesto em Copacabana

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), tentou driblar um grupo de 30 bombeiros que faziam uma manifestação nesta sexta-feira na frente da nova UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Copacabana, na zona sul do Rio.

A agenda do governador apontava que ele participaria da inauguração da UPA a partir das 10h e do prédio sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Pavão-Pavãozinho em seguida. Ele, no entanto, inverteu os compromissos ao ser avisado por seguranças e assessores de que os bombeiros o aguardavam em protesto.

"O Corpo de Bombeiros tenta dialogar com o governador e não consegue. É lamentável", disse o cabo Benevenuto Daciolo, presidente da associação SOS bombeiros. Entre as reivindicações do grupo estão o piso salarial de R$ 2.000 e o vale transporte para todos.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Cabral informou que não sabia o porquê da mudança da agenda do governador. Além dos bombeiros também participaram do protesto da manhã de hoje os servidores da saúde.


FONTE: A FOLHA UOL

MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO - EU VOU. E VOCÊ?



No Rio de Janeiro

Dia 7 de setembro às 13 horas na Cinelândia.

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