Os filhos de Tereza de Jesus Couto, de 58 anos, estão revoltados. Ela estava internada desde terça-feira (28) aguardando vaga no CTI de alguma grande unidade de saúde da cidade, mas não houve tempo.
SITE R7
terça-feira, 5 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
QUANDO A TOESA SERÁ FECHADA E SEUS PROPRIETÁRIOS SERÃO PRESOS ?
Um grupo de servidores da Secretaria estadual de Saúde viajou para a Europa com despesas pagas por uma empresa que, entre 2007 e 2010, faturou cerca R$ 28 milhões em contratos com o governo. Dois subsecretários e um médico, além do comandante de uma unidade dos bombeiros e o então subcomandante do corporação, embarcaram em outubro de 2009 para a Dinamarca e a Polônia, com passagens cedidas pela Toesa Service. A empresa é conhecida do Ministério Público. Ano passado, diretores e funcionários da prestadora de serviço, além de servidores da Secretaria estadual de Saúde, foram denunciados pelo MP e hoje são réus em duas ações por suspeita de enriquecimento ilícito, fraude em licitação e danos ao erário.
A viagem dos cinco integrantes do governo aconteceu em 30 de outubro de 2009, cerca de dois meses após a Secretaria de Saúde (que na época incluía também a pasta da Defesa Civil) contratar a Toesa, por R$ 4,9 milhões, para fazer manutenção e reparo de 111 carros usados no combate à dengue. O contrato, segundo denúncia do MP estadual e do Tribunal de Contas, foi superfaturado e causou um prejuízo estimado em mais de R$ 1,4 milhão. Após o escândalo, a secretaria cancelou o serviço e instaurou sindicância.
Os servidores viajaram acompanhados do superintendente da Toesa, Daniel Gomes. Eles foram primeiro para Copenhague e, após alguns dias, para Varsóvia, retornando ao Rio em 5 de novembro. No grupo estava o atual secretário-executivo da Saúde, Maurício Passos, que substituiu Cesar Romero $, cunhado do secretário Sérgio Côrtes que foi exonerado após as denúncias em relação ao contrato com a Toesa.
Viajaram ainda o subcomandante do Corpo de Bombeiros na época, coronel José Paulo Miranda Queiroz; o atual comandante do Corpo de Bombeiros de Áreas da Capital, Marcelo Domingues Canetti; o médico dos bombeiros Flávio Souza; e Sylvio Jorge de Souza Júnior, atual subsecretário de Gestão, que foi acompanhado da mulher. Sylvio afirmou que pagou as despesas dela.
Segundo a Secretaria de Saúde, o grupo foi à Europa conhecer o modelo de gestão de urgência médica e de combate a incêndio que a empresa Falck adota na prestação de serviços aos dois países. A Falck tem como representante no Brasil a Toesa, especializada em ambulâncias e serviços de UTI móvel. Ambas arcaram com as despesas de hospedagem do grupo, informou a secretaria. O órgão disse ainda, em nota, que esse tipo de viagem tem "por objetivo apresentar aos servidores públicos opções de soluções de gestão, serviços ou produtos mais competitivos e eficientes" disponíveis no país. A secretaria acrescentou que essas "viagens não representam ônus para os cofres públicos" e que "não há qualquer contrapartida, favorecimento ou exigência de contratação do que é apresentado". No caso específico, "as opções apresentadas na prática não se aplicavam às necessidades da secretaria".
Canetti e o coronel José Paulo Queiroz disseram ter sido convocados pela secretaria para a viagem e que desconheciam quem pagou as passagens. Daniel Gomes e seu advogado não retornaram as ligações.
Leia mais sobre esse assunto: AQUI
sábado, 2 de julho de 2011
Assembleia no Rocha Faria definiu plano de lutas dos servidores
Saúde Estadual define calendário de lutas por PCCS e contra privatizações
Servidores da Saúde Estadual, em assembleia realizada na tarde dessa sexta-feira (1/07) no Hospital Rocha Faria, definiram um calendário de lutas e mobilização pelo atendimento de suas reivindicações (PCCS já; concurso; incorporação de gratificações; condições de trabalho; reabertura imediata do Hospital Pedro II e não às Organizações Sociais e Fundações Estatais de Direito Privado.
Com expressiva participação de trabalhadores de variadas unidades da rede estadual, a assembleia foi prestigiada pelos deputados estaduais Janira Rocha (PSOL) e Paulo Ramos (PDT), que manifestaram apoio às iniciativas dos servidores contra a truculência do governo Cabral Filho (PMDB), que até hoje não se dispôs a negociar com a categoria. Os servidores da saúde estadual recebem o mais baixo vencimento-base entre todo o funcionalismo, cerca de R$ 157,00.
O calendário unificado prevês uma assembleia específica dos servidores estatutários da saúde estadual, no próximo dia 13 de julho; uma assembleia específica dos trabalhadores da FESP (Fundação Escola de Serviço Público) no dia 14/07; nova assembleia geral da saúde estadual no dia 28 de julho, com todos os trabalhadores; e um ato público em frente à Alerj, no dia 2 de agosto, a partir das 13h.
Os servidores da saúde lutam pela criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Alerj, com o lema ‘Chega de Mortes, CPI da Saúde, Já’.FONTE : SINDSPREV
Os servidores da saúde lutam pela criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Alerj, com o lema ‘Chega de Mortes, CPI da Saúde, Já’.FONTE : SINDSPREV
SOS SAÚDE PARTICIPA DO ATO EM COPACABANA DIA 02 DE JULHO
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Quadrilha conseguiu incluir funcionários fantasmas na folha de pagamento da Secretaria de Saúde no Rio
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu ao menos 23 pessoas até as 9h desta sexta-feira (1º) durante a operação Saldo Zero, iniciada na madrugada para desarticular uma quadrilha que incluía funcionários fantasmas na folha de pagamento da SES (Secretaria Estadual de Saúde).
Entre os presos estão as duas funcionárias, de empresa terceirizada contratada pela secretaria, que controlavam o esquema e seriam as responsáveis por incluir os falsos servidores no sistema.
Os agentes pretendem cumprir 31 mandados de prisão. Entre eles, dez são para membros de uma só família e a maioria é para moradores da Baixada Fluminense. Nos últimos quatro meses, os investigadores identificaram um rombo de R$ 300 mil pagos indevidamente para funcionários que não existem.
Após os pedidos de prisão temporária, 15 pessoas diferentes já foram incluídas no esquema. Ou seja, já estão identificados 44 funcionários fantasmas, mas nem todos têm mandados expedidos. Os agentes pretendem cumprir ainda dois mandados de busca e apreensão.
Ainda segundo as investigações, as inclusões fraudulentas apenas foram possíveis porque as duas funcionárias tinham senhas de acesso ao sistema SIGRH (Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos) e colocaram os dados falsos na folha de pagamento.
Ao todo, 115 policiais estão envolvidos na operação, que conta com o apoio da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), do Núcleo de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil e da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público.
As equipes saíram da Secretaria de Segurança, no prédio da Central do Brasil, por volta das 5h, em direção ao bairro de Anchieta, zona norte da cidade, onde mora uma das funcionárias. Algumas equipes também foram em direção à baixada.
FONTE: LEIA AQUI
Justiça exige atendimento imediato para pacientes que utilizavam o Hospital Estadual Pedro II
A Justiça do Rio determinou que a rede pública providencie atendimento imediato aos antigos pacientes do Hospital Pedro II, que funcionava em Santa Cruz, na Zona Oeste. O hospital foi desativado depois que um incêndio destruiu parte de suas instalações, em outubro de 2010.
A liminar da 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital exige a implantação, no local onde funcionava o hospital ou em unidade de saúde próxima, de estrutura provisória para informação, acolhimento e efetivo atendimento da população local, além de prever a intimação dos secretários de saúde do Estado e do município do Rio para, num prazo de 15 dias, apresentar cronograma com a indicação detalhada das ações que serão tomadas.
leia a reportagem completa AQUI
O hospital sai e a favela fica. Essa é a politica "social" do governo.
Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião
Primeiro foi a violência das favelas no seu entorno, na década passada. Depois, a debandada dos médicos, que tinham medo de ir trabalhar. As portas fechadas, desde 2008, abriram caminho para o abandono, a depredação e a construção de barracos nos fundos do terreno, que agora estão tomados por dezenas de casas de tijolos. O fracasso das políticas de segurança, saúde e habitação faz do antigo , no Caju, um hospital condenado à morte - por falência múltipla dos órgãos. Em 2002, durante a epidemia de dengue, no entanto, o instituto desempenhou um trabalho fundamental no combate à doença: fez mais de dois mil atendimentos, sem que houvesse uma só morte.
A maior ameaça ao São Sebastião é a favela Parque Ladeira dos Funcionários, vizinha ao terreno. Os imóveis nos fundos do hospital, aparentemente recém-construídos, têm caixas d'água novas. Mais de 50 casas foram erguidas junto ao muro da vila militar do Arsenal de Guerra do Rio, unidade do Exército. Casas de até três pavimentos foram construídas. Além disso, um dos pavilhões do lugar foi todo saqueado: foram levadas peças como telhas e janelas, entre outros itens.
Apesar desse quadro, uma empresa de segurança toma conta do hospital, instalado num terreno com cerca de 20 mil metros quadrados. A vigilância para evitar invasões custa à Secretaria estadual de Saúde R$ 9.800 mensais.
O imóvel, histórico, foi inaugurado por dom Pedro II em 9 de novembro de 1889, num dos últimos atos do Império, já que a Proclamação da República aconteceu logo depois, no dia 15. Para o arquiteto Fábio Bittencourt, presidente da Associação Brasileira Para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), trata-se de um patrimônio histórico hospitalar de valor inigualável no Brasil.
CONTINUE LENDO AQUI
Primeiro foi a violência das favelas no seu entorno, na década passada. Depois, a debandada dos médicos, que tinham medo de ir trabalhar. As portas fechadas, desde 2008, abriram caminho para o abandono, a depredação e a construção de barracos nos fundos do terreno, que agora estão tomados por dezenas de casas de tijolos. O fracasso das políticas de segurança, saúde e habitação faz do antigo , no Caju, um hospital condenado à morte - por falência múltipla dos órgãos. Em 2002, durante a epidemia de dengue, no entanto, o instituto desempenhou um trabalho fundamental no combate à doença: fez mais de dois mil atendimentos, sem que houvesse uma só morte.
A maior ameaça ao São Sebastião é a favela Parque Ladeira dos Funcionários, vizinha ao terreno. Os imóveis nos fundos do hospital, aparentemente recém-construídos, têm caixas d'água novas. Mais de 50 casas foram erguidas junto ao muro da vila militar do Arsenal de Guerra do Rio, unidade do Exército. Casas de até três pavimentos foram construídas. Além disso, um dos pavilhões do lugar foi todo saqueado: foram levadas peças como telhas e janelas, entre outros itens.
Apesar desse quadro, uma empresa de segurança toma conta do hospital, instalado num terreno com cerca de 20 mil metros quadrados. A vigilância para evitar invasões custa à Secretaria estadual de Saúde R$ 9.800 mensais.
O imóvel, histórico, foi inaugurado por dom Pedro II em 9 de novembro de 1889, num dos últimos atos do Império, já que a Proclamação da República aconteceu logo depois, no dia 15. Para o arquiteto Fábio Bittencourt, presidente da Associação Brasileira Para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), trata-se de um patrimônio histórico hospitalar de valor inigualável no Brasil.
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